O conhecimento e a circulação de informações sobre o tema de construções esportivas no Brasil ainda é incipiente, embora a memória de suas primeiras iniciativas já tenha mais de meio século. Além disso, a literatura brasileira referente a normas e padrões construtivos de instalações para Educação Física, Esportes e Recreação é limitada quando comparada a de países mais desenvolvidos.

A primeira manifestação do gênero no país consta de um inventário de plantas simplificadas e padrões técnicos de instalações esportivas, publicado em livro pela Professora Maria Lenk, em 1941 . As publicações subseqüentes e as estrangeiras que passaram a circular nos anos seguintes foram causa e efeito da expansão de construções esportivas que acompanharam o crescimento do país em termos econômicos. Este fato foi especialmente evidente nas décadas de 1960 e 1970 – época do chamado milagre econômico brasileiro -, o que também tornou mais clara a falta de uma concepção coerente por ausência de critérios e normas de padronização.

Além disso, os projetos raramente tinham por base um planejamento que levasse em conta a contribuição dos diversos indivíduos e entidades envolvidas no processo, bem como a opinião dos futuros usuários daquelas instalações. Esta constatação já se tornara evidente em 1945 nos EUA e, por esta razão, Caswell M. Miles, Vice-Presidente de Recreação da AAHPER (American Association for Health, Physical Education and Recreation) obteve do Presidente do Athletic Institute, Theodore P. Bank, a soma de US$ 10.000,00 (hoje, cerca de US $ 110.000.00) para a realização da primeira conferência sobre instalações, em abril de 1945.

Em dezembro do ano seguinte é publicada a primeira edição do guia “Planning Areas and Facilities for Health, Physical Education and Recreation”. O desenvolvimento posterior desta iniciativa em outro país pode servir de comparação com as circunstâncias brasileiras, de modo a compreender avanços e retrocessos de nosso processo evolutivo. Em 1941, na França, precedida de amplo recenseamento nacional, aparece o primeiro texto oficial sobre o tema, versando sobre proteção e utilização de locais e áreas de esportes. Outros textos se seguiram ressaltando-se uma circular de Fevereiro de 1978 que estabeleceu medidas para tornar accessíveis aos portadores de deficiências físicas o acesso às novas instalações disponíveis ao público e também abertura dos estabelecimentos de ensino à coletividade fora dos horários ou períodos escolares.

Em 1993, a Editora Moniteur publica a 11a edição do manual ¨Équipements Sportifs e Sócio-éducatifs¨ uma realização da Missão Técnica de Instalações do Ministério da Juventude e dos Esportes .