Uma variedade de padrões para áreas, localização e número de espaços para instalações de esportes, educação física e recreação tem sido proposto ao longo dos últimos anos por pessoas com grande experiência na operação dessas áreas e instalações. Esses padrões são claros quando formulados para tornar possível um programa para atender as necessidades básicas de educação física e de recreação. Contudo, não são válidos para prescrever atividades ou instalações para todas as necessidades de uma localidade. Enquanto são guias úteis para aquisição e construção de uma propriedade, os padrões raramente são aplicáveis de forma total ou sem modificações, simplesmente pelo fato de que uma situação comum raramente é encontrada. Os padrões são estabelecidos para indicar as bases para o desenvolvimento racional de um plano local. Por essa razão, os padrões para áreas e instalações devem ser revisados e compatibilizados para o planejamento de cada unidade, sempre que as condições existentes exijam sua revisão.

Os padrões para áreas e instalações desenvolvidas por firmas de planejamento privadas, agências públicas e organizações de serviço em nível local, estadual e nacional vêm sendo largamente apoiados em todo o país e têm fornecido a base para recomendações em diversos planos de longo-prazo para escolas, parques e sistemas de recreação. A proposta de que ao menos 4.000 m2 de espaço por 100 habitantes da população atual e futura estejam reservados para áreas de esportes e recreação é mais amplamente aceita do que qualquer outro padrão sugerido. Contudo, este padrão não se relaciona com as características demográficas e geográficas de um local específico e está se tornando ultrapassado. Autoridades profissionais e governamentais, incluindo tanto a Associação Nacional de Parques e Recreação quanto o Serviço Nacional de Parques do Canadá, vêm preconizando taxas mais elevadas de espaço por número de habitantes nas grandes e pequenas cidades.

Entidades de planejamento têm sugerido modificação deste padrão para cidades de grande população. Alguns planejadores municipais acreditam que o desenvolvimento de áreas amplas e distantes pertencentes à municipalidade ajudará a cobrir a reconhecida deficiência nela própria. Contudo, esta proposta deve ser considerada simplesmente como alternativa prática e indicadora não apenas da necessidade, mas também da viabilidade.

Padrões anteriores relacionavam o número de quadras de tênis ou piscinas por centenas de habitantes e assim por diante. Tais números não levam em consideração os terrenos, as pessoas, as condições climáticas ou a entidade responsável pelo planejamento. A especificação e alocação por centenas de pessoas são arbitrárias. Não refletem as necessidades da comunidade nem são universalmente aplicáveis. Um processo de planejamento interativo e participativo com a comunidade deverá determinar o número de espaços e instalações necessárias.

Dimensões de áreas de recreação devem ser baseadas no tipo de utilização. Guias para alocação de metros quadrados para diferentes tipos de parque são meramente ilustrativos. Toda atividade possui uma determinada demanda de público. A demandas por algumas atividades são freqüentemente atendidas de forma voluntária ou pelo setor privado. Academias de ginástica, centros de tênis e outros empreendimentos, todos eles conduzem estudos de mercado para conhecer as demandas de lazer e necessidades de seus clientes potenciais. Entidades públicas devem conduzir estudos comparáveis para analisar a demanda. Se a municipalidade pode estimar com segurança o uso provável, a rotatividade, a capacidade e as ocorrências de pico e de baixa ocupação para cada atividade, ela pode determinar o número de áreas e instalações para cada grupo de atividade. Essa análise é comparável ao processo utilizado para determinar as necessidades de espaço para instalações de Educação Física em uma escola. Assim, áreas serão computadas para as instalações de esportes e recreação, para vias de circulação, para paisagismo e outras demandas.